domingo, 10 de março de 2024

1º B - PRÁTICAS DE LINGUAGEM NA BNCC

 

As práticas de linguagem propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estão relacionadas aos objetivos e habilidades que as escolas devem desenvolver com alunos.

As habilidades estão agrupadas em quatro diferentes práticas de linguagem:

EIXOS

1. Leitura e escuta

O objetivo de trabalhar esse eixo é ampliar o letramento das crianças, aumentando a complexidade dos textos gradativamente. Antigamente, o trabalho dos professores era focado somente em estratégias e metodologias de leitura. Agora, eles devem explorar a intertextualidade, a checagem de informações e o desenvolvimento da postura crítica nos alunos. Na BNCC, a leitura é entendida como algo que vai além do texto escrito nos meios impressos e digitais. Aqui, também está inclusa a escuta, que pode ser feita de forma compartilhada ou autônoma. Ou seja, a leitura inclui sons, como áudios e músicas; imagens estáticas, como fotografias e ilustrações; e em movimento, como filmes e vídeos.

2. Produção de textos

A BNCC propõe que os alunos saibam produzir textos de diversos gêneros. Nos primeiros anos, o principal é que eles aprendam para que serve a escrita e como praticá-la, ainda que seja de uma maneira não convencional. O professor deve mostrar que, antes de produzir um texto, é necessário pensar em quatro questões: quem escreve, quem vai ler, onde o texto será publicado e qual é seu objetivo. A princípio, o próprio professor dará essas respostas, mas, aos poucos, os alunos devem ser capazes de refletir sozinhos. Para incentivar a escrita, o professor deve levar para a sala de aula as situações reais do uso da língua.

3. Oralidade

A BNCC reconhece que é nas interações entre as pessoas que se aprende sobre as características discursivas e as estratégias de fala e escuta. A inclusão desse eixo nas práticas de linguagem reforça a ideia de que a oralidade também deve ser objeto de estudo. Aqui, o professor deve promover discussões para estimular a capacidade de argumentação. Isso vai além da tradicional exposição oral e das rodas de conversa. Afinal, a oralidade pode ocorrer com contato pessoal ou não. Por isso, também podem ser feitos estudos envolvendo podcasts, programas de rádio, seminários, contações de histórias e, novamente, a intertextualidade.

4. Análise linguística e semiótica

Na BNCC, essa prática de linguagem abrange mais do que estudar as regras e normas morfossintáticas, semânticas e ortográficas. O mais importante é que os alunos desenvolvam um olhar analítico e integrado. Isso fará com que eles consigam refletir sobre as normas padrão, o funcionamento da língua e o sistema de escrita alfabética. Compreender plenamente as mensagens transmitidas nos textos, sem ruídos. Afinal, as normas gramaticais e de conjugação verbal servem para ampliar as possibilidades de uso da língua. Elas estão contextualizadas na leitura e na produção de textos, tanto orais como escritos. Com isso, a análise abraça a relação entre textos e imagens em memes, games, vídeos etc. As normas também ajudam quando os alunos querem expressar seus pensamentos e conhecimentos.


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