As práticas de linguagem propostas
pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estão relacionadas aos objetivos e
habilidades que as escolas devem desenvolver com alunos.
As habilidades estão agrupadas em
quatro diferentes práticas de linguagem:
EIXOS
1. Leitura e escuta
O
objetivo de trabalhar esse eixo é ampliar o letramento das crianças, aumentando
a complexidade dos textos gradativamente. Antigamente, o trabalho dos
professores era focado somente em estratégias e metodologias de leitura. Agora,
eles devem explorar a intertextualidade, a checagem de informações e o
desenvolvimento da postura crítica nos alunos. Na BNCC, a leitura é entendida
como algo que vai além do texto escrito nos meios impressos e digitais. Aqui,
também está inclusa a escuta, que pode ser feita de forma compartilhada ou
autônoma. Ou seja, a leitura inclui sons, como áudios e músicas; imagens
estáticas, como fotografias e ilustrações; e em movimento, como filmes e
vídeos.
2. Produção de textos
A BNCC propõe que os alunos saibam
produzir textos de diversos gêneros. Nos primeiros anos, o principal é que eles
aprendam para que serve a escrita e como praticá-la, ainda que seja de uma
maneira não convencional. O professor deve mostrar que, antes de produzir um
texto, é necessário pensar em quatro questões: quem escreve, quem vai ler, onde
o texto será publicado e qual é seu objetivo. A princípio, o próprio professor
dará essas respostas, mas, aos poucos, os alunos devem ser capazes de refletir
sozinhos. Para incentivar a escrita, o professor deve levar para a sala de aula
as situações reais do uso da língua.
3. Oralidade
A BNCC reconhece que é nas
interações entre as pessoas que se aprende sobre as características discursivas
e as estratégias de fala e escuta. A inclusão desse eixo nas práticas de
linguagem reforça a ideia de que a oralidade também deve ser objeto de estudo.
Aqui, o professor deve promover discussões para estimular a capacidade de
argumentação. Isso vai além da tradicional exposição oral e das rodas de
conversa. Afinal, a oralidade pode ocorrer com contato pessoal ou não. Por
isso, também podem ser feitos estudos envolvendo podcasts, programas de rádio,
seminários, contações de histórias e, novamente, a intertextualidade.
4. Análise linguística e semiótica
Na BNCC, essa prática de linguagem
abrange mais do que estudar as regras e normas morfossintáticas, semânticas e
ortográficas. O mais importante é que os alunos desenvolvam um olhar analítico
e integrado. Isso fará com que eles consigam refletir sobre as normas padrão, o
funcionamento da língua e o sistema de escrita alfabética. Compreender
plenamente as mensagens transmitidas nos textos, sem ruídos. Afinal, as normas
gramaticais e de conjugação verbal servem para ampliar as possibilidades de uso
da língua. Elas estão contextualizadas na leitura e na produção de textos,
tanto orais como escritos. Com isso, a análise abraça a relação entre textos e
imagens em memes, games, vídeos etc. As normas também ajudam quando os alunos
querem expressar seus pensamentos e conhecimentos.
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